29 de novembro de 2009

Justificativas

Olá, leitores!


Agradecemos muito todo o carinho e presença de vocês no blog! A cada dia mais recebemos elogios e indicações. É por conta de todo esse carinho que estamos escrevendo esse post para nos justificarmos.


Sabemos que estamos em débito com o blog, mas temos novos planos para 2010. Foram muitas reuniões e conferências no MSN para discutirmos o rumo do blog e a melhor forma de mantê-lo atualizado. Estamos desenvolvendo um novo layout e adaptando um logo próprio para o site. Além disso, estamos criando também novos meios de divulgação, além do clássico boca-boca e das redes sociais. Na nova fase do blog, terão alguns canais fixos e estabelecemos prazos para as postagens.


Agradecemos muito todos os convites que recebemos para visitarmos os diversos sambas da cidade. Nossa coordenadora de eventos está organizando um roteiro para visitarmos cada um e fazê-los deles uma referência no nosso blog.


Qualquer dúvida, reclamação, elogio, idéia, sugestão, declaração, surto, homenagem, convite... ou deixe um comentário abaixo ou um recado na página do orkut ou um e-mail para paulistanas.sambistas@gmail.com




Obrigada e aguardem que teremos nova programação em breve! :D

3 de novembro de 2009

Um pouco de nossa História: o Samba!

Recebi este texto via email e decidi dividi-lo com vocês!
Muitos amigos me perguntam sobre a origem do samba e eu não resumiria a história de maneira melhor.


Grande beijo e muito Axé,


Nessa Ratti




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"A palavra Samba derivada do banto semba - umbigada -, gesto coreográfico quase onipresente na expressão corporal dos negros africanos desde a sua introdução forçada no Brasil, veio, a partir do século XIX, designar uma variedade enorme de bailes tradicionais, anteriormente identificados genericamente como batuques. Estes, se, por um lado, realizavam-se com pouca ou nenhuma presença de instrumentos harmônicos, sedimentavam, de outro, a rica linguagem do canto polifônico e a força percussiva dos tambores, marca que acompanha a identidade da música brasileira perante o mundo.




Não é possível, portanto, afirmar que o Samba é baiano, carioca ou de qualquer outro lugar. Ele aparece simultaneamente em vários pontos do Brasil, com variadas formas, porém, mantendo a essencialidade da música praticada pelos africanos. Assim, encontramos o Samba de norte a sul do país, não obstante o termo estar, hoje em dia, ao nível do senso comum, associado estritamente ao contexto carioca, ele mesmo, por força de sua intensa dinâmica criativa, derivado em múltiplas direções. Samba Canção, Marchas e Marchinhas, Samba de Breque, Partido Alto, Samba de Terreiro e Samba Enredo, dentre outras variantes, são produtos da verve sambista fluminense.No Estado de São Paulo ocorre uma modalidade de Samba muito especial denominada, de acordo com a época e a localidade, Samba Antigo, Samba Caipira, Samba Campineiro, Samba de Pirapora, Samba de Terreiro, Samba de Umbigada, Samba Lenço, Samba Paulista, Samba Sertanejo, Batuque, ou, entre seus praticantes, simplesmente Samba. O termo Samba de Roda, mais conhecido e associado a uma modalidade praticada na Bahia, também é utilizado pelos sambistas de Pirapora do Bom Jesus para esta manifestação, que os estudiosos do assunto, por sua vez, preferem denominar Samba Rural ou Samba de Bumbo.Segundo relato de sambistas paulistanos, o Bumbo e as demais características deste Samba específico, como os Bonecões e Cabeções, desapareceram da capital a partir da oficialização do modelo carnavalesco do desfile das Escolas de Samba carioca em 1968. Esse processo havia se iniciado já no século XIX, com a importação dos bailes de máscaras e dos préstitos das Grandes Sociedades Carnavalescas inspiradas nos carnavais europeus não-ibéricos, considerados mais civilizados perante o "bárbaro jogo do entrudo", que aqui se praticava desde tempos coloniais. A importação do padrão carioca continua com a formação dos primeiros Cordões carnavalescos na década de 1910, inspirados por sua vez nos Ranchos, e continua ainda nos anos 1930, com a fundação das primeiras Escolas de Samba. No entanto, até bem pouco tempo, o Samba na cidade de São Paulo esteve intimamente vinculado ao Bumbo, hoje, praticado somente em localidades do interior do Estado como Mauá, Santana de Parnaíba, Vinhedo, Quadra e Pirapora do Bom Jesus.


Inicialmente associado aos cultos de devoção a São Benedito e a outros padroeiros, como São João, os sambistas elegeram como ponto de encontro a cidade de Pirapora, transformada em santuário desde o século XVIII com a descoberta de uma imagem do Bom Jesus às margens do rio Tietê. Os romeiros que afluíam entre os dias 3 e 6 de agosto, todos os anos, eram constituídos, em grande medida, por pessoas negras. A parte "profana” do festejo ficava a cargo do Samba que estes promoviam ao som de Caixas, Chocalhos, Pandeiros, Cuícas e outros instrumentos liderados pelo bumbão, nos barracões onde se alojavam. Havia muita disputa entre os “batalhões” das diferentes cidades, onde os bambas testavam habilidades no improviso, desafiando-se. Com o tempo, avultando-se a festa paralela dos negros, a igreja decidiu interditar os barracões e proibir o cortejo dos cordões carnavalescos que vinham de São Paulo e de outras cidades. Quem se interessa pela história do samba paulista, imediatamente é conduzido à festa do Bom Jesus, reduto onde por pelo menos 50 anos se praticou o que havia de melhor em termos de Samba no Estado, um verdadeiro festival destruído pela igreja e pelo poder público com justificativas de toda ordem, mas, sobretudo, impondo uma moral conservadora e de fundo racista. Tal fato contribuiu para a suspensão deste momento mágico de encontro entre os grupos, que nunca mais ocorreu, empobrecendo a manifestação do Samba de Bumbo como um todo.A pujança da cidade de São Paulo decorrente de sua centralidade na formação da economia cafeeira e depois industrial fez com que muitos negros migrassem das áreas rurais para a capital, trazendo na bagagem a esperança de uma oportunidade de vida melhor e, a reboque, o Samba que praticavam no interior. Até a década de 1930, realizava-se o Samba em todos os redutos negros da capital paulista como o Bexiga, Barra Funda, região do Lavapés/Liberdade, Brás, Mooca e Penha, além dos bairros do Jabaquara e da Saúde. Como foi dito, as personalidades centrais ligadas ao nascimento dos Cordões carnavalescos em São Paulo freqüentavam os barracões de Pirapora, e promoviam sambas do gênero em suas casas e vizinhanças, como Dionísio Barbosa, fundador do cordão e, posteriormente, Escola de Samba Camisa Verde; Geraldo Filme, liderança dos cordões Campos Elíseos e Paulistano da Glória; além de madrinha Eunice, fundadora da primeira Escola de Samba de São Paulo, a Lavapés (1937), e, de Dª Sinhá, do Cordão e, posteriormente, Escola de Samba Vai-Vai. Esses blocos carnavalescos desfilavam sob a cadência da Zabumba, com as mesmas marchas sambadas características do Samba de Bumbo. Os mesmos personagens também conheceram a legendária Tiririca, forma primitiva de Capoeira ou Pernada, praticada ao som do Samba, sendo os golpes desferidos em meio aos passos da dança.


Após alguns anos de aproximação do Carnaval paulista do padrão carioca de festejar Momo, assistimos a uma forte reação dos sambistas locais, que tentam construir espaços alternativos e menos comerciais para a prática da poesia e do ritmo do Samba de terreiro. Iniciativas como as do Samba da Vela, Samba da Laje, Pagode do Cafofo, Nosso Samba, Pagode da Tenda, Choro da Tia, Terreiro Grande, Samba da Tenda, Samba do Baú, dentre outros, além de uma forte ocupação de casas de espetáculo e bares com programação de qualidade elevou em muito o padrão do Samba praticado em São Paulo nesta virada do século. O surgimento de novos compositores e intérpretes reunidos neste projeto só demonstra o que acaba de ser dito".




Autor: Marcelo Manzatti

22 de outubro de 2009

Um Sambista para vida toda


Toda mulher sonha com o parceiro ideal!


E nós sambistas não somos diferentes. Fortes e guerreiras, gostamos de boa música, adoramos o sereno, fazemos parte das rodas de samba, bebemos como gente grande, mas também somos românticas, manhosas e queremos encontrar um sambista para vida toda, rs.

Os malandros são os que chamam a atenção logo no primeiro momento, com sua ginga e chamego conseguem balançar nossas pernas e nos causar arrepios, mas é tudo muito efêmero com eles. O pior é que quanto mais malandro maior a possibilidade de nos apaixonarmos por ele...


Mas independentes de serem malandros ou sambistas natos queremos sim homens que sejam companheiros, cúmplices, amigos, carinhosos e que nos respeitem. Aliás, respeitar é o verbo que deve reger todos os relacionamentos. Portanto, você que quer ter uma mulher ao seu lado, a respeite, se respeite e claro, respeite o Samba! O desrespeito à mulher, fonte maior de inspiração do samba e força maior de todos os terreiros, é simplesmente coisa de Zé Ruela.


Resumindo: tem que gostar de Samba! Os malandros têm grandes chances, mas podem se dar muito mal se exagerarem na malandragem e esquecerem o respeito. Se nos respeitarem e tocarem, melhor ainda; se nos respeitarem, tocarem e cantarem, este é o cara pra casar!


Mas é tão difícil saber se encontramos o sambista certo.


Experimentamos, saímos, ficamos sem compromisso, anunciamos ao mundo que não acreditamos mais no amor e que realmente não nascemos para isso, deixamos claro que nossa única paixão é o samba então em uma roda qualquer onde fomos lavar a alma, ou apenas apreciar uma boa música, lá está ele, te olhando quietinho na roda tocando seu cavaco, com um sorriso que só ele tem, uma felicidade digna de uma criança transborda dos olhos dele a cada música tocada ou cantada, e você ali observa tudo, o admira, mas fiel e convicta de que a solidão é seu caminho não dá muita importância.


Ao término da roda, você está com as amigas e nem se lembra mais daquele sambista incrível que você admirou há minutos atrás, mas ele que parecia em transe com a música e que nem reparou que estava sendo observado, se lembrou de você, e está ali do seu lado, sorrindo e brincando como se te conhecesse há anos. As amigas cúmplices daquela maldita energia amorosa somem quase que por encanto e ainda são capazes de pedir para que ele cuide de você!


Começou o processo de envolvimento...

Sorrisos e brincadeiras, os telefones são trocados e claro na hora de se despedir um clima de beijar ou não beijar e o beijo roubado por ele... Vamos ser honestas, foi na verdade desejado e oferecido por você.


Pronto, você já tem um sambista apaixonante na sua vida. A partir daí as histórias não mudam muito, telefonemas, encontros depois da roda de samba, a saudade crescendo a cada dia, seu mundo sendo invadido por felicidade. Geralmente os sambistas são muito sinceros cometem verdadeiros sinsericídios, o que nos quebra e faz sermos mais pacientes com eles, afinal ele errou e contou. Tudo parece música em nossas vidas, até as pisadas de bola deles acabam nos divertindo. Porém tanta verdade uma hora pode causar uma reviravolta nesse conto de fadas, e numa noite qualquer depois de uma roda de samba sensacional ele te conta que encontrou a ex e esta mexido, ou que ficou com uma fã mas que não teve importância, ou pior ainda que a mãe do filho dele que nunca mais olhou para cara dele apareceu e precisa de ajuda.


Seu mundo cai! E você pela primeira vez pensa:

Porque ele não mentiu pra mim? Porque não me enganou?

Como lidar com tanta honestidade, num território onde vale tudo: o Amor. Mas os sambistas são assim, falam a verdade. Ai fica minha pergunta:


Porque falam a verdade?

Para deixar a responsabilidade nas nossas mãos? Não, eles são donos de suas próprias vidas não precisam disto.

Porque são bonzinhos? Nunca! São sangue bom sim, mas são Malandros assumidos também.


Às vezes penso que contam pois faz parte da vida de cada sambista, pois só com este choque emocional, este sofrimento causado por eles podem surgir as letras incríveis que são eternizadas na voz de grandes intérpretes.


Nós que nem podíamos pensar em ver esse amor terminar temos que encarar a parada de frente. Mas já falei somos guerreiras, filhas de Iansã, de Iemanjá, da Oxum, temos a Moça Bonita a nos proteger.


Uma Iansã não perde seu Ogum a não ser que encontre seu Xangô, corremos para o candomblé, pedimos proteção, batemos cabeça, firmamos ponto, mas sem feitiço, sem nome na macumba, algumas colocam, mas acabam como no samba Feitiço da Judite chorando porque o feitiço acabou. O sambista pra vida toda não precisa disto, ele vem sozinho, ele quer tanto quanto nós.


A partir daí cada história tem um final, Nós sempre torcemos pelo “Foram Felizes Para Sempre”, mas até chegar lá muitas rodas de samba serão palco de brigas, lágrimas, reconciliações, olhares que se cruzam entre uma música e outra, mais olhares com olhos de promessas, sorrisos que negam os olhares de promessas, os beijos de amor são trocados por carinhosos e quentes, beijos de “amizade” e eles que eram presentes em nossas vidas somem, reaparecem, são capazes de na maior cara de pau ao reaparecer cantar "Algemas" pra você como se a dor que estivéssemos sentindo não fosse causada por ele mesmo. Sem dizer nos telefonemas que invertem a situação e dizem que você sumiu! Sambista safado! A gente até pára pra pensar se realmente magoada não se afastou mesmo...



O pior de tudo não é perder nosso sambista, o pior é que se o Samba é Nosso, é o nosso terreiro, e Ele toca no Nosso Samba, é inevitável o reencontro. Estamos tristes e abatidas e a única salvação é lavar a alma no samba, mas vamos lavar a alma com ele cantando ou tocando ou pelo menos sambando do nosso lado... Dai cabe ao destino fazer com que este reencontro aproxime e apague a dor vivida, ou aumente a dor e o distanciamento. Mas uma regra é clara: nem eles nem nós abandonamos o samba!


Eles são casados com o samba e têm como amantes oficiais a música, isso é fato!

Mas é fato também que se você realmente encontrou o seu sambista pra casar, não tem roda de samba, show importante, vida atribulada, ex namorada, filho, ou invasão de alienígenas que impeçam vocês dois de ficar juntos, e se Ele, o seu sambista, usar qualquer uma destas desculpas, não fique de bobeira, não pague pra ver, dá linha malandra que este malandro não é o seu...


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Nessa Ratti e Pamela Addolorata

1 de outubro de 2009

Vou continuar sambando sim, Senhor!


Eu, sambista assumida de corpo e alma, que tenho Ogum como meu protetor e Iansã para guiar meus caminhos, me aventurei pelo mundo do rock nos últimos meses!


Gosto de boa música, de bons músicos e claro, o universo do rock realmente nos oferece isto de bom grado. Claro que assim como no samba, que nem tudo que faz o cavaco chorar é samba e pode ser um “pagodinho” ui, no rock nem tudo que faz a guitarra vibrar é rock e pode ser um “emozinho” ui. Nada contra o Skank ou o Jota Quest, mas que fique claro que estou falando de Led Zeppelin, Queen, Guns e Scorpions. Claro sem esquecer Pink Floyd, Ramones e os nacionais como Paralamas, Barão e Legião.


Descobri universos muito diferentes, mas cheios de semelhanças!


Onde os seguidores são muitos, mas os conhecedores são poucos. De gosto musical apurado os rockeiros fiéis têm em sua maioria mais de 30 e reúnem-se de maneira discreta, em locais aconchegantes, onde o bom rock pode ser apreciado regado a muita tequila e whisky 18 anos, bem diferente do samba onde tudo acaba em chopp, cerveja e caipirinha e que qualquer mesa de bar, quebrada da comunidade, garagem ou grande casa de show podem dar início a uma boa roda de samba!


Os apreciadores então, difícil definir: das crianças aos velhos, o samba corre nas veias e os grandes mestres do samba morrem velhinhos pedindo ao sambista mais novo que não deixem o samba morrer, enquanto os grandes nomes do rock morreram de maneira trágica, de overdose ou pararam no auge de suas carreiras com um super cd de encerramento edição limitada para poucos colecionadores comprarem e com isso viraram lendas vivas. (Pasmem: paga-se milhões por um desses cds)


Outro ponto muito interessante de se avaliar/apreciar são as mulheres! Lindas em sua essência, belas cada qual a sua forma, as rockeiras mostram a maturidade da idade e as marcas do tempo na pele muitas vezes maltratadas pelo álcool, cigarro e noitadas. As mais jovens carregam na maquilagem para parecer mais velhas. Olhos! Os olhos sempre pintados de preto trazem a intensidade de muito sentimento e são o espelho da alma dessas mulheres fortes e piradas que dançam quase que em transe diante das bandas, balançando longos cabelos (em sua maioria negros ou ruivos) e de maneira sensual entram na viagem musical dos bateristas e baixistas que neste momento sequer percebem que em sua frente existe uma bela mulher que fora levada quase que ao transe por sua música.


Já no samba a mulher é a fonte de inspiração máxima. Lindas e muito bem tratadas, as mulatas capricham no visual se entregam a roda de samba sabendo que estão ali para inspirar cada músico e cada nota musical. Na grande maioria louras e negras, dominam o samba e os sambistas. Nada acontece sem elas: mulheres fortes e guerreiras, donas de casa e esposas devotadas viram princesas, são coroadas rainhas no terreiro onde rola o Seu samba!


Diferenças à parte, não há como negar que estes são os únicos gêneros musicais que resistem ao tempo e perduram como cultura, respeitando a música em sua integralidade, fazendo com que seus verdadeiros apreciadores tenham bagagem musical, entendam a história das composições e que acima de tudo entendam de música. Claro que toda regra tem sua excessão. Pois assim como no samba, temos os manés que vão ao samba sem saber a diferença entre o grupo Pixote e Monarco, temos também no rock os babacas que vão a um concerto sem saber a diferença entre KLB e Queen. Mas os rockeiros de verdade esses sim conhecem a boa banda pela afinação do baixo ou pela forma que o baterista marca suas batidas, músicos que tem prazer em ouvir um bom clássico e respeitam a banda que toca na noite, por prazer ou como ganha pão assim como os malandros e boêmios respeitam os sambistas, que fazem a diferença em cada acorde do banjo, do cavaco e do violão.


O rock, com clássica e notória influência americana, foi difundido no Brasil na década de 40 por Nora Ney e, acreditem, o primeiro rock gravado no Brasil foi 'Rock and Roll' em Copacabana de Cauby Peixoto! É surpreendente estudar a cultura e a história de um gênero musical. Por este exemplo nem preciso dizer o quanto o rock passou por transformações e influências diversas. Os americanos foram de Elvis a Michael Jackson e nós rockeiros tupiniquins saímos de Cauby Peixoto e chegamos a Ratos de Porão, passando por Cazuza e Barão!


Já o tradicional samba dos escravos teve sua primeira versão brasileira gravada em 1916 por Donga e Mauro de Almeida, 'Pelo telefone', marcando o início do mercado fonográfico do gênero, passando por Cartola, Assis Valente, e chegando a Arlindo Cruz, Almir Guineto, entre tantos outros grandes mestres do samba!


Universos tão distantes com particularidades tão semelhantes, que tem como principal objetivo manter a história de um povo, traduzindo sentimentos e marcando épocas, mas acima de tudo, trazendo felicidade e unindo pessoas em prol de um objetivo único: a alegria. Alegria esta presente em cada acorde, cada letra, cada refrão, independente do gênero musical, sem ser tendenciosa, mas já o sendo após esta rápida porém muito produtiva e agradável passagem ao mundo do rock. Posso falar com toda certeza que para mim nada se compara ao Meu Samba! Nasci sambista e como sambista mais nova faço minha parte não deixando o samba morrer, não deixando o samba acabar e tendo certeza que ainda tenho muito para sambar!


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Nessa Ratti